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Mostrando postagens de 2018

Tamarindo

O semestre findou em um Distrito Federal chuvoso, mas ainda tenho reflexões inacabadas para postar. Portanto, talvez volte a escrever aqui antes das aulas retornarem. E agora as notícias urgentes: O nome desse blog agora é "Tamarindo" em homenagem aos colegas que provaram a acidez dos meus textos. Seguem meus trabalhos finais: Memorial Final , Pré-projeto de pesquisa , Resenha do livro:   Educação profissional: saberes do ócio ou saberes do trabalho?, de Jarbas Novelino Barato. Para apimentar, termino com uma charge de  Joan Cornellà , um artista muito, mas muito irônico.

Os Tamboretes da Educação

J á pararam para pensar que a educação para habilidades manuais na maioria das escolas, públicas ou particulares, é exatamente igual ao tamborete indeferido na União Soviética? Se é dias das mães, as crianças voltam ao seus lares portando um catavento de celofane no palito e uma mensagem do comercial da Avon. Olha gente, até que é bonitinho. Além disso, tenho certeza que para o aluno é muito mais divertido ter uma tarde lúdica do que aprender frações no formato de uma pizza ilustrada em um livro nada comestível. No entanto, o trabalho desenvolvido na escola apenas para terapia e afeto está desconectado da verdadeira necessidade social incumbida a educação. E tem mais, a minha analogia ao tamborete não tem o intuito de chacotear o professor que planejou o momento vivencial, muito menos subestimar a capacidade criadora de uma criança. Porém, tal analogia tem a intenção de demonstrar que o trabalho associado a aprendizagem tem fins mais interessantes que lembrancinhas em datas come...

3° Fichamento - Cineclube, Crítica ao Currículo e ao Método

M ais uma dissertação que critica a escola tradicionalista. Porém, dessa vez, a autora censura o feitiço do método , ao mesmo tempo que traça um paralelo engajado entre a formação curricular e a experiência de sucesso em um cineclube numa Escola Estadual do Espírito Santo. CAZÉ, Bárbara Maia Cerqueira. Os usos e os atravessamentos do cineclube e do (cinema) na tessitura dos currículos em redes nos cotidianos . Dissertação (Mestrado em Educação) -  Universidade Federal do Espírito Santo, 2015. 126 f. Campo do saber abordado: educação (estrutura curricular e cotidiano). Objetivo: demonstrar a importância do cinema na formação curricular. Sobre a metodologia: não definida, traz crítica ao método.  A perspectiva da autora é a de que, no método de pesquisa tradicional, se exclui erroneamente as faltas e tropeços (feitiço do método). No entanto, enfatiza as vicissitudes da pesquisa no cotidiano em que se busca conhecer o invisível. Coleta de dados: uso das redes s...

2° Fichamento - Cinema e Método

A Dissertação que apresento a seguir é um elogio ao método. Traz um roteiro didático para trabalhar as socioemoções por meio do cinema. Pena que o cinema em sí não foi o foco do trabalho. Mas valeu a leitura, porque o protótipo apresentado é útil e organizado. COSTA, Darlea Araújo de Souza Esteu da. Cinema como recurso tecnológico para o ensino de competências socioemocionais . Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino Tecnólogico) -  Instituto Federal do Amazonas, Manaus, 2017. 136 p. Está inserido nas áreas da psicologia e da educação. Metodologia: pesquisa qualitativa. Base metodológica para a investigação: pesquisa ação estratégica (planejamento da ação para aplicação posterior). Utilizou-se o Ciclo de atividades da pesquisa-ação de acordo com Sandín Esteban. Coleta de dados: técnicas de grupo focal e roda de conversa. Ações baseadas nas competências socioemocionais, utilizando os Cinco Grandes Domínios da Personalidade ( Big Five )".  Objetivo geral: ...

1° Fichamento - Escola, Prisão, Cinema

Foi muito interessante fazer a ficha de leitura de um trabalho sobre o cineclube de uma escola prisional. O tema não casa diretamente com a minha intenção de projeto, mas não ler, seria ter a minha curiosidade tolida. Então li, gostei e trouxe a foto e o link do filme " Os incompreendidos ", o qual faz um paralelo engraçado entre a Escola e o reformatório, além de nos dar um vislumbre do cinema como diversão. Após a foto, posto também o primeiro dos meus três fichamentos.  Martinez, A. B. P. C. "É aula ou filme, professora?" : prismas do cineclube em uma escola prisional. Dissertação (Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas) - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2014. 76 p. Insere-se nos seguintes campos: arte, cultura e sociedade. Utiliza técnicas de pesquisa qualitativa por meio do método de observação. Os registros compreendem o relato de uma experiência profissional e pessoal,...

Reflexões sobre a pobreza na globalização

Primeiro : me empolguei com a seguinte leitura: HARVEY, D. O capital vai ao trabalho. In. _______. O enigma do capital : e as crises do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2011. Segundo : lembrei de outra muito legal que fiz a algum tempo. DUSSEL, E. Direitos humanos e ética da libertação: pretensão política dejustiça e a luta pelo reconhecimento dos novos direitos . In. REVISTA Insurgência, Brasília, ano 1, v. 1, n.1, jan./jun. 2015. Terceiro : escrevi uma reflexão sobre uns poucos pontos desses textos. O geografo David Harvey traz o Marxismo para questões muitas vezes insolúveis no mundo globalizado. Uma dessas questões é a pobreza em um sistema econômico bastante eficiente quando o assunto é produzir fortuna. Dessa maneira, o geografo se desvirtua da ética maniqueísta quando o assunto é desigualdade social, poupando seus leitores de explicações conformistas e vagas, como aquelas frases famosas e clichês: "A culpa é da ganância do homem" ou “A desigualda...

Sobre Memoriais

Assistir às apresentações dos memoriais me fez sentir uma ouvinte esperando o ônibus ao lado de  Forrest Gump. Assim como esse filme da Sessão da Tarde demonstra, a parte do cérebro que guarda a memória da vida acadêmica ou profissional é o mesmo saco, no duplo sentido, das nossas emoções e afetos. Então, foi impossível não se impressionar com relatos sobre capotamentos, fugas de casas, feminismos bem fundados, roubos de ideias intelectuais, escolas canadenses, grêmios estudantis que mudariam o mundo, vidas rurais, fotos suspeitas de ex-namoradas... Além disso, compareceram nas apresentações, claro, aqueles autores que nos ferreteiam com suas obras. Dessa forma, lá estavam Graciliano Ramos, Machado de Assis e Gabriel García Márquez assombrando qualquer tipo de esquecimento. E por falar em esquecer, quase me esqueço (de propósito) de laçar meu memorial aqui na rede. Mas quem tem coragem para lembrar , tem coragem para postar. Sem mais delongas, por conseguinte, segue...

Pesquisa Quantitativa e Qualitativa

Pessoal, compartilho com vocês um resumo bastante esclarecedor sobre os tipos de pesquisa.  "As  pesquisas quantitativas  podem ter objetivos muito diferentes: há as que pretendem explicar complexos processos sociais por meio de sofisticados modelos estatísticos – ou, pelo menos, produzir alguma evidência empírica em favor de uma teoria – e há aquelas que visam apenas a desbravar, com conceitos de uso corrente, um acontecimento novo ou um terreno relativamente pouco explorado (TAVARES; JÚNIOR; MELO, 2004, p.216). As  pesquisas qualitativas  possuem uma "[...] ênfase interacionista simbólica na compreensão da forma como um conjunto de pessoas, numa determinada situação, dá sentido ao que lhes está a acontecer, encorajando uma compreensão empática dos diferentes pontos de vista (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p.291)". Em termos históricos e internacionais, o pensamento científico e a pesquisa em educação passaram por muitas mudanças consequência das mudanças socia...

Eu, Daniel Blake - Símbolos do Capital

O filme de Ken Loach foi exibido no dia 13/9 na disciplina Bases Conceituais para Educação Profissional e Tecnológica. Alguns personagens se encaixam claramente nos conceitos sobre o atual mundo do trabalho. Dessa forma, fiz um pequeno léxico analítico contendo algumas impressões sobre Daniel e seus amigos: • Daniel Blake - A entrevista dos pontos, na primeira cena de "Eu, Daniel Blake", se assemelha bastante ao início de outro filme: Blade Runner, de Ridley Scott (1982) .  A diferença básica entre as duas cenas reside no fato de Daniel possuir natureza humana, ao contrário do entrevistado no filme de ficção científica, identificado como um androide com aparência de homem comum. Ironicamente, a frieza do interlocutor, que tem natureza humana, é a mesma em ambas as cenas. O filme de Scott retrata o ano de 2019, data bem próxima ao martírio do personagem Blake que ocorre por volta de 2015. Contudo, é na semelhança de datas que outra diferença se sobressai: Daniel nã...

O memorial corajoso de Veruska

Bom. Não sei vocês, mas eu fiquei bem receosa de escrever um memorial lírico como o da professora Veruska. Enquanto ouvia o relato pensava: "ai-aiai-aiai... no mestrado acadêmico nós escrevemos tudo que os orientadores querem ouvir e pronto, a nota está garantida. Daí agora terei que expor minha conturbada trajetória escolar, profissional e acadêmica?" Não é a toa que o debate em sala quase se tornou um confessionário de preocupações. Nele teve de tudo um pouco: desde palmadas do irmão mais velho que, curiosamente, resultaram em um garoto leitor, até um texto do Samuel Beckett exposto em uma página amarelada, revelando assim uma memória carinhosa. Na verdade, tudo aquilo acontecendo e eu pensava: "quanta coragem para lembrar. Será que eu consigo me safar de cavar o passado?" Descobri que não, mas, honestamente, até gostei. Vai ser mais fácil, porque a pessoalidade, tal nos mostra o filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", é a melhor aliada da ...

O que é isso?

É um blog para me dar nota 10 na disciplina "Seminário de pesquisa" ministrada no Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica do IFB. Mas não precisa dormir com essa primeira linha de apresentação, pois me esforçarei para que as postagens sejam diferentes de um robô lendo a bula de um remédio tarja preta. ;) Ironias e brincadeiras a parte, aqui publicarei por bem ou por mal minhas impressões nos estudos. Se estou animada? Sim, porque gosto de me comunicar e considero o blog uma ótima alternativa para evitar o academicismo. Se estou preocupada? Também, porque se até hoje não criei um blog foi por medo de inserir na internet mais um site sem finalidade e originalidade, o qual eu chamo de "informação Ctrl C + Ctrl V". Contudo, tenho certeza que não será o caso, pois, felizmente, as discussões com os colegas tem sido bastante produtivas. Além disso, o propósito do blog finalmente ficou claro: é um portfólio para que o aprendizado não se perca e ...