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O memorial corajoso de Veruska

Bom. Não sei vocês, mas eu fiquei bem receosa de escrever um memorial lírico como o da professora Veruska. Enquanto ouvia o relato pensava: "ai-aiai-aiai... no mestrado acadêmico nós escrevemos tudo que os orientadores querem ouvir e pronto, a nota está garantida. Daí agora terei que expor minha conturbada trajetória escolar, profissional e acadêmica?" Não é a toa que o debate em sala quase se tornou um confessionário de preocupações. Nele teve de tudo um pouco: desde palmadas do irmão mais velho que, curiosamente, resultaram em um garoto leitor, até um texto do Samuel Beckett exposto em uma página amarelada, revelando assim uma memória carinhosa.
Na verdade, tudo aquilo acontecendo e eu pensava: "quanta coragem para lembrar. Será que eu consigo me safar de cavar o passado?" Descobri que não, mas, honestamente, até gostei. Vai ser mais fácil, porque a pessoalidade, tal nos mostra o filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", é a melhor aliada da memória. Afinal, não sou perita no assunto, mas acredito que é em nosso lado pessoal que encontramos o sentido das nossas escolhas. Enfim... Na verdade o que eu quero aqui é mostrar dois instrumentos paralelos a esse tipo de memorial. O primeiro são as tiras do Calvin e o segundo é o livro "Fomos maus alunos, de Rubem Alves e Gilberto Dimenstein". Ambos estão na moda, o que pode incomodar aqueles que como eu torcem o nariz para o Ibope, mas o importante é o conteúdo, não é mesmo? Vejam que trechinho mais interessante:


Fonte: Revista Nova Escola

Alguns trechos do "Fomos maus alunos" podem ser vistos no Googlebooks.

Para terminar, referência do livro impreso:

ALVES. R. DIMENSTEIN, G. Fomos maus alunos. 5.ed. Campinas, SP: Papirus, 2003.

Comentários

  1. Olá Angelica!
    Adorei sua escrita e confesso que ando mais a vontade para construir o meu blog.
    Obrigada por compartilhar ideias e reflexões... me ajudou com meu memorial também.
    Sucesso!!!

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  2. Bom dia Angélica! Muito criativa sua postagem! De forma leve nos remete a reflexões sobre a educação que temos e a educação que queremos ter.

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  3. Impressionante como a leitura do memorial da prof. Veruska mexeu com os ânimos de todos para a elaboração do memorial. Provavelmente, se ela não tivesse lido teríamos textos bem mais padronizados, sem muita paixão, fervor e recheados de receios evitando se expor. Fico feliz que o mestrado nos deu essa possiblidade de revisitar o passado e nos reconstruir visando o futuro. bjos

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  4. A escrita do memorial nos permitiu revisitar o passado e projetar o futuro. Sem dúvida, estes 24 meses serão de muitos desafios e aprendizado para nós, futuros(as) mestres(as). Que seja um trajetória incrível para tod@s!

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  5. Ao conhecer os memoriais descritivos de professores e alunos, é marcante para mim, Angélica, que a vida de cada um e cada uma, por mais diferente que seja, é admiravelmente digna e traz em si imensas preciosidades. Quando não reconhecemos o outro em sua realidade, em sua dignidade, caímos no personagem do professor do Calvin, que ignora o que pro outro é importante e perde oportunidade de aprender e crescer. Obrigado!

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